sábado, 23 de abril de 2011

Sábado e sossego

Saudações!! De algum/bastante tempo enrolando pra postar, e vendo os posts de alguns amigos em outros blogs, me deu vontade de postar de novo =p
Ouvindo "Discípulo de Mestre Bimba" no reggae do Natiruts, um imenso sossego me toma conta nessa tarde ^^
Deixarei um poema, por fim, como uma saudação:
Obs.: "Aru" é uma gíria oriunda daqueles lados do nordeste, pra definir aquele tipo de pessoa que tranca o carro com a chave dentro, que bota a penal no fogo pra ferver água, e esquece de colocar a água...enfim, pessoas como o autor desse blog =p

Oração do Aru

Senhor,

Tem piedade do Aru

Porque, pra ter piedade dele

Só mesmo tu


Abençoa o caminho do Aru

Apesar de ele errar o caminho de qualquer jeito

E ir pro Norte

Pensando em ir pro Sul


Não precisa abençoar a saúde dele

Porque vaso ruim não quebra mesmo

Abençoa a família do Aru

Porque o mal é genético, num tem jeito


Abençoa o Aru enrustido

Porque a negação é o primeiro sintoma

Abençoa toda a aruagem

Porque sou Aru também!!


Amém!


-Extraído do livro "Confeitaria -Poesias" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

domingo, 22 de agosto de 2010

Protesto

Considerando que nas últimas semanas o nosso ar aqui em Palmas ficou composto 65% por cinzas e fumaça, quero deixar hoje esse post pra marcar o protesto contra essas queimadas (Que não são novidade, acontecem todos os anos, deixam a cidade fedendo e coberta de cinzas, e que dessa vez alguém conseguiu superar o incômodo anual e queimar a serra toda)...Eis um poema que eu escrevi já há anos, e que todos os anos (infelizmente) eu poderia escrever de novo.

Fogo no Cerrado


Esse fedor de fumaça

Irrita o meu coração

Enquanto as cinzas deste crime

Cobrem o chão


O que é que vocês têm na cabeça,

Pra achar benefício nisso?

O solo fica pobre e muitas vidas morrem

Graças ao seu ‘serviço’!


Eu vou pagar pra ver

A sua cara de desespero

Quando o solo não produzir mais nada

E a fome te corroer por inteiro


Não brinque com esse fogo

Como se não fosse te afetar

E a nós também, mas não se engane

Você vai se lascar!


Mude a cabeça

Tudo isso retorna pra nós

Não deixe essa fumaça

Escurecer a nossa voz…



-Extraído da Obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Depois de muito tempo sumido...

...Cá estou eu novamente postando ^^
Hoje postarei um poema que foi um dos primeiros que escrevi (dentre os que estão no meu livro), e que fala de um desejo constante na minha vida. Alguém aí sente saudades? Se sim, então esse é o poema pra você =p
Saudações poéticas!


Teletransporte

Vou virar cientista!
Juro que eu vou!
Vou estudar física e matemática
Mais tempo do que viveu meu avô!

Vou trabalhar pesado
Até que a minha energia se esgote
Pra poder criar minha própria
Máquina de teletransporte!

Maluco?
Maluquice a minha saudade!
A sensação de vazio
Que me toma toda tarde

Queria ir longe
E longe em vários lugares
Ver amigos de outras terras
De outras cidades, outros ares

Tem um vestígio de sentimento
Nas estradas já quentes
Pelo sol que me queima
E me lembra de muita gente

Que esse sentimento se estenda
Até onde o meu olho não vai
Pra chegar a quem tá longe
Minha irmã, meus amigos, meu pai

Pensando em alguém (sim, de longe)
Bateu saudade, carícia da lembrança
Lembrei da sua imagem sorrindo
Coisa que vem e me balança

E, pra minha surpresa,
Você me deu um alô
Dizendo que viu alguém estranho
Olhou pra ele e lembrou…

Lembrou de mim e deu notícia
Falando que a saudade mordia
Eu ri, porque descobri
O mistério da nossa sintonia

Se eu pudesse me mover
Sem ter que ver a estrada
Teria feito longas visitas
A quem disser que isso agrada

(…Putz, tem muita gente pra visitar…
E pouco tempo…)

Mas antes que eu morra de velho
Eu queria ver e rever
Quem eu vejo na memória
Nas memórias do meu viver

Antes que a minha visão se apague
E meu corpo entorte
Vou matar as minhas saudades
Usando o Teletransporte!


-Extraído da Obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

sábado, 17 de abril de 2010

Festival A Próxima é Minha





Para aqueles que ainda não tomaram nota..Aqui em pmw rola um festival muito legal chamado "A Próxima é Minha"..e um festival aberto de arte que rola em Palmas todo mês, e lá rola poesia, música, artes plásticas..tudo que a comunidade trouxer pra ser visto, escutado e sentido ^^
Esse é o vídeo de uma das minhas apresentação lá, recitando "Quando o Sono Não Chegar" do Cordel do Fogo Encantado. Sim, eu tenho um vício poético pelos caras =p

Saudações galera!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Primeiro Post de férias

*Este soneto é dedicado a dois personagens de uma história que eu estava escrevendo.Reparem que o soneto possui, em diálogo, um eu lírico masculino e um feminino. Algum dia talvez eu publique esse livro também.


Soneto em Olhos Cinzentos

Eu, que sempre fui tão apático, inerte
Agora me sinto agoniado, dolorido, e incompleto
Eu, que sempre fui tão despreocupada e alegre
Tô me sentindo fraca sem você por perto

Eu, que nunca acreditei em Deus,
Pensei até em rezar pra te esquecer
Eu, que era decidida e destemida
Agora não sei o que fazer

Eu estou atordoada, perdida, sem saber aonde ir
Parece um frio intenso, que só eu posso sentir
E se intensifica ainda mais ao anoitecer

Eu, que tenho esquecido meu próprio coração
E que vivia na paz da solidão
Agora me sinto em guerra sem você…


-Extraído da do livro "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Saudações!

Olá galera!!! Me desculpem pelo sumiço, mas... Como diria um ditado: antes tarde do que mais tarde =p
Em homenagem ao blog "Rabo da Porca" que conheci recentemente, estou postando aqui um poema sobre os nossos queridos políticos que supostamente estão defendendo os nossos direitos. Não generalizemos, mas não nos conformemos com aqueles que sacaneiam a gente. Fica a Dica.


Aos ladrões de terno

Quando eu grito ‘pega ladrão’
Todo mundo olha pro pé-rapado
Mas ninguém lembra do cara
Que dirige carrão, todo engravatado

Seja o político, o padre, o pastor
A gente acha um
Que pega o nosso dinheiro sem avisar
E mente sem pudor nenhum

E eles sorriem, mas não sorriem pra a gente
Eles riem da gente
Porque estamos por fora do esquema
E isso é conveniente

Os bandidões de terno e de colarinho
Se aproveitam da ignorância e da boa fé
Por quanto tempo vai ser assim?
… Só enquanto você quiser!

-Olha nos olhos de quem te engana e te usa como escada pra subir na vida,
e deixe bem claro o que acontece se você sair de baixo!


-Extraído da obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves.Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pra equilibrar o Blog =p

Esta aqui é pra contrapôr a poesia do João Cabral de Melo Neto, do post anterior =p

Dicionário de você


Nossa! Bem que em algum lugar

Podia ter

Um dicionário que me traduzisse

E explicasse tudo sobre você


Pra trazer o significado

De um certo olhar

Eu ainda não descobri

Mas eu chego lá!


Eu quero descobrir

Procurando entre linhas e linhas

Tentando achar a palavra certa

Pra te chamar de minha


Queria entender os seus gestos

Saber se isso é convite ou rejeição

Eu queria um dicionário pra isso

Eu queria uma explicação


Não sei o que você pensa

Mas eu queria saber

Queria encontrar tudo explicado

Em um dicionário de você


-Extraído da Obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.


terça-feira, 17 de março de 2009

Opa!

Salve, salve galera!!! Hoje venho postar aqui um vídeo meu de um poema que eu acho muito legal...é um trecho de um livro chamado "Os três mal-amados", de João Cabral de Melo Neto! Confiram^^


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Post de férias...

Olá galera! Andei meio (bastante =p) sumido com o blog esses dias, mas cá estou eu de novo ^^
Estou em BH, de viagem de volta pra Palmas amanhã...Estou com aquela sensação meio feliz e triste de estar partindo daqui..então, pra combinar com o dia de hoje, vou postar um poema que é o cartão de visitas do meu livro e que frequentemente traduz o que eu sinto.

Hino das despedidas

Os meus olhos ardem
QUando eu olho pra estrada
Ela levou meus parceiros
Ao fim da tarde abafada

Vai, vai, vai com Deus
Manda ver...
Quem sabe um dia o tempo tá um tempo,
E a gente volta a se ver

Diga pra onde você vai,
Me passe o seu novo endereço
Se eu te escrever, escreva de volta
Mande notícias, eu agradeço


Tudo que eu contei pra você
E que você contou pra mim
Amores e amizades nos deixaram histórias
Que eu tô contando assim

Quem falta faz falta
E nada pode valer
Tanto, quanto as lembranças de amizade
Que eu devo a você

E quando a chuva lava a estrada
Eu me lembro de verdade
Dos nomes que o silêncio recita...
.....................São nomes da saudade

-Extraído da obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

domingo, 7 de setembro de 2008

Pra variar um pouco o tema =p

Ode ao Bode


Bé, bé…!

Eu vou cantar pra você

Essa ode é coisa nova

Saca só, você vai ver


O bode quando canta

Faz a minha cabeça rachar

Já o som do dinheiro no bolso

Faz até urubu cantar


Urubu quando canta

É porque algo tá podre, estragado

Urubu canta muito

É lá na câmara dos deputados


Pneu quando canta,

O motorista é barbeiro

E quem canta dor de corno

Canta o dia inteiro


Quem fica famoso cantando

Fica porque pode

Eu, como canto mal pra dedéu

Só canto Ode ao Bode!


-Extraído da obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

domingo, 27 de julho de 2008

Esse poema eu compús em homenagem à minha amiga Napnne, que morreu dia 27 de julho de 2007, em um acidente na estrada. Hoje, dia 27 de julho de 2008, 1 ano da morte dela, quero deixar aqui essa minha pequena lembrança dela...

A Flor da Estrada


As coisas acontecem rápido,

Sem a gente esperar

Quem podia prever isso?

Quem podia imaginar?


Daqui eu posso te ver

Sentada no mesmo lugar

Sorrindo quietinha…

…Mas você não está lá


Você mora em corações…

Te deixo aos cuidados de Deus

Pra que você descanse em paz

Junto com os seus


Não me despedi do seu belo rosto

Não me despedi de você

Mas eu agradeço pelo curto período

Em que eu pude te conhecer


Vai nascer uma flor na estrada!

Em homenagem a você, parceira…

Nós não te perdemos, afinal

Você simplesmente fez a viagem verdadeira…


(… E onde ainda há boas lembranças, ainda há vida…)


Extraído da obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.
Lá em Taquaruçu,na Pedra do Pedro Paulo, recitando um poema da obra de Alberto Caeiro(Fernando Pessoa), "O pastor amoroso". Curtam =)

domingo, 20 de julho de 2008

Estrada

Não é estranho pra ninguém

A visão cinza,interminável

Que, na minha vida, pelo menos

Tem uma história considerável


Nas férias eu sempre acabo

Tomando um chá de asfalto

De pneu no chão, mas no pensamento

Eu vou voando alto…


Mas tem gente que vive disso

Da estrada, do volante, do motor

Tem a viagem como prazer,

Tem a viagem como amor


A estrada às vezes tá ruim

A estrada às vezes tá boa

Tem pessoas que levam a vida na estrada

Tem estradas que levam a vida das pessoas…


Mas é sempre estrada. É sempre viagem.

É a marca comum do meu passado

É a ligação das minhas lembranças

Com os lugares por onde eu tenho passado



-Extraído da obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados

terça-feira, 8 de julho de 2008

Verso sincero


Olhe nos meus olhos,

E diga a verdade

Diga de uma vez

Não diga nada pela metade


Se não for a verdade,

Fique sem dizer

Se não for de verdade,

Eu já não quero saber


Eu sou sincero

Porque prefiro assim

Eu não escondo de você

Então não esconda de mim


Vou olhar pro sol

E queimar com o brilho sincero

Assim eu encaro a verdade

É isso que eu espero


Me engano e me descubro

Diferente o "agora" daquilo que foi

Pois quando estava iludido

Descobri logo depois



-Extraído da obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves, todos os direitos reservados.

domingo, 6 de julho de 2008

Pois é...Como eu disse, o Lançamento Oficial do livro "Confeitaria" foi no 4º Salão do Livro, dia 10 de Maio desse ano...No 1º sábado do evento...
Pra quem não sabe, o Salão do Livro de Palmas tem um espaço chamado Café Literário, que é destinado a lançamentos de livros, a pequenas palestras, a exposição de trabalhos artísticos, etc... Tive a oportunidade de lançar o livro lá, e foi muito bom..o espaço é muito bonito, facilita de ficar à vontade =p
Acompanhado por pessoas fiéis (Rapha e Maisa), esperei sentado à uma das mesas a hora de me apresentar...na hora certa, fui lá na frente e me apresentei, junto com meus 43435763475658683 apelidos, e recitei alguns poemas do livro... Hino das Despedidas, Estrada, Carta para Raphael Assunção, e Déjà vu de um Déjà vu... A platéia apaludiu com vontade, e eu tive uma surpresa: cada escritor que lança livros lá no Salão tem que disponibilizar 9 livros pra serem distribuídas sem custo para a platéia, como forma de divulgação e incentivo à leitura. Aí eu anunciei que os livros estariam disponíveis ali em cima de uma das mesas do Café e eu estaria autografando se alguém quisesse... Quando eu parei pra olhar o povo tinha pego os livros correndo e formado uma fila pra eu dar uma rabiscada o.0
Em resumo..foi ótimo =p... Também pelo apoio dos amigos presentes lá, que a ajudam a gente a se sentir em casa quando se apresenta em um lugar pela primeira vez... E pow, era o Salão do Livro, então o motivo pra estar nervoso era dobrado!! huaauauhaau....
Galera, quem quiser adquirir o livro pode procurá-lo nas livrarias Palmas Cultural, Autêntica, e na Revistaria Online do Palmas Shopping, ou entrem em contato comigo. O livro está "apenasmente" 15 reais...busquem, adiquiram, apreciem =)
Confiram aí gente..o vídeo desse dia, com eu recitando Hino das Despedidas, e Estrada...O áudio tá meio cabuloso, mas espero que dê pra entender alguma coisa =p

Abraços a todos!!!

quinta-feira, 3 de julho de 2008


Olá pra todos!!! Este é o Blog Rabiscação... Meu nome é Tiago Veloso Neves e eu fiz este blog pra divulgar as minhas idéias resumidas nas coisas que eu escrevo..neste caso, em poesia =p
Estarei divulgando aqui as poesias deste meu primeiro livro publicado, que se chama "Confeitaria"..publiquei ele ano passado, mas fiz o lançamento somente nesse último Salão do Livro, dia 10 de Maio...depois eu posto fotos e vídeos de lá, foi um dia muito doido o/
Abri o Blog com o poema "A Sua Ausência, uma pena", pq é uma das favoritas do meu livro...quem tá chegando ao Blog agora, confira o post passado, vale a pena ;)

Vou encerrar este post com outro poema do livro, bem diferente do último. Abraço a todos e bem-vindos
ao Rabiscação!!!!

Hiperbólico

“Nesse momento célebre, sublime, solene e magnânimo

Resolvi pegar minha lapiseira

Pra falar de uma verdade cruel, psicopata, sanguinária,

Criminosa e carniceira:


O tempo passa.


Por isso, quando eu tô à toa, sem fazer nada, morgando,

Parado e desocupado

Me dá uma coisa angustiante, preocupante, perfurante,

Dilacerante, inquietante… E eu fico incomodado


Por isso nos reunimos: eu, comigo, eu mesmo, myself,

Yo, e moi, e a gente decidiu se mover!

Fomos lá perto do Limpão, na esquina da estrada

Do ladinho do muro do beco da… É por ali, é só descer!


Mas peraí… Esse lugar é muito secreto, reservado,

Isolado e escondido… Não era pra você saber!

Mas tudo bem… Pra não ficar à toa

Vim nesses versos, passar meu tempo com você”


-Extraído da Obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves, todos os direitos reservados.

terça-feira, 1 de julho de 2008

A Sua Ausência, uma Pena


Acabou que eu quis tomar fôlego de novo

Só pra te lembrar, só pra dizer

Que eu ainda sou a favor da idéia

De passar meu tempo abraçado com você


A gente nem tem tanto tempo, né?

Mas, cada minuto, a gente pode fazer valer

Deixa o medo de lado

Eu creio que dá certo, você também pode crer


Começa uma história comigo

É uma boa hora pra começar

Pertinho dessa sua pele branquinha

Desses olhos que eu adoro olhar


Eu acho que nós nos encontramos

Um no outro, nitidamente

Por isso eu acho que daria certo

Se fosse não ‘eu’, não ‘você’, mas sim ‘a gente’


Isso são coisas que eu escrevi

Na minha falta de você

Pra chegar mais uma vez a ti

E tentar te convencer...


-Extraído da Obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves, todos os direitos reservados.