domingo, 20 de julho de 2008

Estrada

Não é estranho pra ninguém

A visão cinza,interminável

Que, na minha vida, pelo menos

Tem uma história considerável


Nas férias eu sempre acabo

Tomando um chá de asfalto

De pneu no chão, mas no pensamento

Eu vou voando alto…


Mas tem gente que vive disso

Da estrada, do volante, do motor

Tem a viagem como prazer,

Tem a viagem como amor


A estrada às vezes tá ruim

A estrada às vezes tá boa

Tem pessoas que levam a vida na estrada

Tem estradas que levam a vida das pessoas…


Mas é sempre estrada. É sempre viagem.

É a marca comum do meu passado

É a ligação das minhas lembranças

Com os lugares por onde eu tenho passado



-Extraído da obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabens!
Seu blog expoem poesias de alto intelecto sem utlizar demagogia encantando o leitor.
Tiago Alves de Macedo