terça-feira, 17 de março de 2009

Opa!

Salve, salve galera!!! Hoje venho postar aqui um vídeo meu de um poema que eu acho muito legal...é um trecho de um livro chamado "Os três mal-amados", de João Cabral de Melo Neto! Confiram^^


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Post de férias...

Olá galera! Andei meio (bastante =p) sumido com o blog esses dias, mas cá estou eu de novo ^^
Estou em BH, de viagem de volta pra Palmas amanhã...Estou com aquela sensação meio feliz e triste de estar partindo daqui..então, pra combinar com o dia de hoje, vou postar um poema que é o cartão de visitas do meu livro e que frequentemente traduz o que eu sinto.

Hino das despedidas

Os meus olhos ardem
QUando eu olho pra estrada
Ela levou meus parceiros
Ao fim da tarde abafada

Vai, vai, vai com Deus
Manda ver...
Quem sabe um dia o tempo tá um tempo,
E a gente volta a se ver

Diga pra onde você vai,
Me passe o seu novo endereço
Se eu te escrever, escreva de volta
Mande notícias, eu agradeço


Tudo que eu contei pra você
E que você contou pra mim
Amores e amizades nos deixaram histórias
Que eu tô contando assim

Quem falta faz falta
E nada pode valer
Tanto, quanto as lembranças de amizade
Que eu devo a você

E quando a chuva lava a estrada
Eu me lembro de verdade
Dos nomes que o silêncio recita...
.....................São nomes da saudade

-Extraído da obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

domingo, 7 de setembro de 2008

Pra variar um pouco o tema =p

Ode ao Bode


Bé, bé…!

Eu vou cantar pra você

Essa ode é coisa nova

Saca só, você vai ver


O bode quando canta

Faz a minha cabeça rachar

Já o som do dinheiro no bolso

Faz até urubu cantar


Urubu quando canta

É porque algo tá podre, estragado

Urubu canta muito

É lá na câmara dos deputados


Pneu quando canta,

O motorista é barbeiro

E quem canta dor de corno

Canta o dia inteiro


Quem fica famoso cantando

Fica porque pode

Eu, como canto mal pra dedéu

Só canto Ode ao Bode!


-Extraído da obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.

domingo, 27 de julho de 2008

Esse poema eu compús em homenagem à minha amiga Napnne, que morreu dia 27 de julho de 2007, em um acidente na estrada. Hoje, dia 27 de julho de 2008, 1 ano da morte dela, quero deixar aqui essa minha pequena lembrança dela...

A Flor da Estrada


As coisas acontecem rápido,

Sem a gente esperar

Quem podia prever isso?

Quem podia imaginar?


Daqui eu posso te ver

Sentada no mesmo lugar

Sorrindo quietinha…

…Mas você não está lá


Você mora em corações…

Te deixo aos cuidados de Deus

Pra que você descanse em paz

Junto com os seus


Não me despedi do seu belo rosto

Não me despedi de você

Mas eu agradeço pelo curto período

Em que eu pude te conhecer


Vai nascer uma flor na estrada!

Em homenagem a você, parceira…

Nós não te perdemos, afinal

Você simplesmente fez a viagem verdadeira…


(… E onde ainda há boas lembranças, ainda há vida…)


Extraído da obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados.
Lá em Taquaruçu,na Pedra do Pedro Paulo, recitando um poema da obra de Alberto Caeiro(Fernando Pessoa), "O pastor amoroso". Curtam =)

domingo, 20 de julho de 2008

Estrada

Não é estranho pra ninguém

A visão cinza,interminável

Que, na minha vida, pelo menos

Tem uma história considerável


Nas férias eu sempre acabo

Tomando um chá de asfalto

De pneu no chão, mas no pensamento

Eu vou voando alto…


Mas tem gente que vive disso

Da estrada, do volante, do motor

Tem a viagem como prazer,

Tem a viagem como amor


A estrada às vezes tá ruim

A estrada às vezes tá boa

Tem pessoas que levam a vida na estrada

Tem estradas que levam a vida das pessoas…


Mas é sempre estrada. É sempre viagem.

É a marca comum do meu passado

É a ligação das minhas lembranças

Com os lugares por onde eu tenho passado



-Extraído da obra "Confeitaria" de Tiago Veloso Neves. Todos os direitos reservados

terça-feira, 8 de julho de 2008

Verso sincero


Olhe nos meus olhos,

E diga a verdade

Diga de uma vez

Não diga nada pela metade


Se não for a verdade,

Fique sem dizer

Se não for de verdade,

Eu já não quero saber


Eu sou sincero

Porque prefiro assim

Eu não escondo de você

Então não esconda de mim


Vou olhar pro sol

E queimar com o brilho sincero

Assim eu encaro a verdade

É isso que eu espero


Me engano e me descubro

Diferente o "agora" daquilo que foi

Pois quando estava iludido

Descobri logo depois



-Extraído da obra "Confeitaria", de Tiago Veloso Neves, todos os direitos reservados.